sábado, 7 de julho de 2012

NOTA BREVE - ESCLARECIMENTO INTRODUTÓRIO




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Após vários anos de “prescrição” da AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA, chegámos à conclusão – nós e alguns terapeutas com quem vimos contactando regularmente -, que os resultados são idênticos e na grande maioria dos casos mais eficazes do que os obtidos com a Homeopatia, mesmo que o medicamento seleccionado o tenha sido exemplarmente, ou seja, segundo as regras da Homeopatia Unicista.




Neste particular, seria de todo incongruente que continuássemos pessoalmente a sugerir a medicação homeopática, até porque envolve custos – no nosso entender desnecessários, já que a AUTO-ISOPATIA é potencialmente gratuita. Isto não quer dizer, que reneguemos o que até ao momento temos vindo a escrever sobre a Homeopatia e que tais escritos não tenham qualquer utilidade. Bem pelo contrário, continuaremos a divulgá-la para que pacientes informados e terapeutas a possam utilizar com o maior grau de eficácia possível, não obstante enveredemos exclusivamente pela AUTO-ISOPATIA.
Sem que nos queiramos comparar com a genialidade de tais personagens, o mesmo aconteceu, nomeadamente, com Hahnemann e Kent (abandonando a alopatia em detrimento da homeopatia) e Edward Bach (dedicando-se quase em exclusivo aos seus Florais).

O artigo que se segue neste blogue, ANEXO - AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA – UM PROCEDIMENTO EXPEDITO, é suficientemente claro para que cada um possa preparar o seu medicamento e promover a AUTOCURA.
Mas se por um mero acaso tiver dificuldades na preparação do medicamento e na interpretação do processo curativo, não terá dificuldades em conseguir quem o auxilie – amigo, homeopata, farmacêutico, estudante, etc. E falamos de verdadeiras “dificuldades”, não daquela inacção que os pacientes apresentam múltiplas vezes, verdadeira “preguiça” de quem apenas almeja um milagre e não intenta colaborar na sua cura.

Assim, por motivos que se prendem com a eficácia dos tratamentos e com o seu custo, até porque os Laboratórios Homeopáticos têm progressivamente vindo a aumentar injustificadamente o preço dos medicamentos, numa atitude que reputamos imoral e que repudiamos frontalmente, apenas sugeriremos aos pacientes que nos contactam a AUTO-ISOPATIA, o que não é obstáculo à utilização da medicina alopática ou da própria homeopatia, como já salientámos e salientamos infra.

Os pacientes podem estar certos de que com a AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA, têm a cura nas suas próprias mãos: para tanto “bastará que as abram”.
É essa a nossa experiência. Que todos possam usufruir de um tratamento que é apelidado por muitos dos que o utilizam como “milagroso”, é a nossa Esperança e a nossa Missão.



JOSÉ MARIA ALVES


domingo, 19 de dezembro de 2010

AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA - UM PROCEDIMENTO EXPEDITO




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INTRODUÇÃO


Temos verificado que os pacientes têm alguma dificuldade em produzir o seu isopático, segundo as explicações constantes do último artigo deste blogue – AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA (última mensagem; ver fim de página) –, independentemente da sua aparente simplicidade.
Após várias experimentações, isolámos um método “expedito”, de fácil e rápida execução, cujos resultados se aproximam dos do procedimento homeopático nesse artigo supramencionado.


Nesta perspectiva, optámos por neste anexo, resumir e adaptar tal método, acessível a todo o tipo de pacientes, o que obriga evidentemente à repetição de algumas passagens do dito artigo.


Não obstante, julgamos que os usuários devem ler os artigos que se seguem neste “sítio”, munindo-se assim de conhecimentos que os irão auxiliar no processo de cura e na sua compreensão.





PRINCÍPIOS GERAIS


A Auto-Isopatia Energética é uma "terapêutica" vocacionada para a autocura.
É um processo lógico e revolucionário de cura.

Mas, deve ser sempre considerada uma "terapia" que complementa a determinada pela medicina convencional ou alopática, onde esta é em regra exercida. Deste modo, em caso algum, o paciente deverá abandonar as prescrições e determinações do seu médico assistente, seja alopata, homeopata ou outro.
A eficiência da terapêutica, conducente à aniquilação ou minimização dos sintomas, fará com que este venha eventualmente a restringir ou retirar a medicação, quando e se por desnecessária.

Foi em 2006, no nosso site pessoal,


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que editámos o livro “A Cura Pela Isopatia”, onde incluímos uma nova terapêutica: a Auto-Isopatia EnergéticaEste procedimento terapêutico, passível de todas as críticas que o fundamentalismo possa imaginar, tem vindo a produzir resultados que se constituem como a sua própria legitimação. Daí, que se justificou no nosso entender, a criação deste blogue, com um procedimento simplificado de execução, procedimento este, que agora mais se simplifica, relativamente ao que consta do mencionado site e do nosso blogue pessoal


http://www.josemariaalves.blogspot.com/

permitindo assim, que sejam os próprios pacientes a manipular o "medicamento" curador - ou ainda, um amigo, familiar ou terapeuta.


Interessante será verificar a sua acção na melhoria quase imediata do estado mental dos pacientes, corrigindo desvios, obviando ao sofrimento psicológico, cuja insuportabilidade supera múltiplas vezes o padecimento físico, seguindo-se-lhe a beneficiação progressiva de sintomas patológicos específicos do enfermo ou da enfermidade.
No entanto, mesmo perante sinais evidentes de cura, o paciente deve confirmar os resultados por intermédio de diagnóstico firmado pelo médico assistente, obviando assim a situações gravosas de obscurecimento sintomático. Do mesmo modo, diga-se, que os critérios de "alta", não são pessoais, mas dependem de avaliação especializada (médico assistente). 

Quando um indivíduo fica enfermo, é a força vital imaterial, activa e presente em todas as partes do corpo, que sofre alterações determinadas pela influência dinâmica do agente mórbido hostil à vida, gerando nele sensações desagradáveis e manifestações irregulares a que chamamos doença. A cura homeopática é explicada pela imposição de uma doença artificial semelhante, mas mais forte do que a natural – veja-se o parágrafo 29 do Organon. A “força vital”, tal como a entendemos é o fundamento base ou estrutura da vida, e deve ser percebida como uma força em acção e reacção contínuas. 
No Cosmos, tudo é energia, apesar da inevitável variação de concentrações.    Nós somos uma substância complexa com um modelo energético específico, tal como qualquer outra do universo, quer orgânica quer inorgânica. A doença resulta de alterações energéticas, e estas modificações imateriais endógenas, manifestam-se externamente e podem ser plasmadas em objectos externos, muito especialmente na água, que pelos seus atributos é de uma plasticidade excepcional – como já foi referido noutros artigos, quer do nosso blogue quer do nosso site pessoal. A imagem energética não molecular fica impressa na água, com todos os seus desvios, desequilíbrios, variações de concentração, espelhando rigorosamente as influências dinâmicas do agente mórbido, entendido em sentido lato.  Existem hoje, métodos de digitalizar tais imagens, percepcionando-se substanciais diferenças nos seres submetidos a observação.
Neste particular, quando plasmamos a informação energética de uma entidade viva, aqui sim, estamos a criar um medicamento que a agir, o vai fazer pela lei dos iguais – igual cura igual – e não, pela da similitude – semelhante cura semelhante.


Este modelo energético representa o nosso aequale.


Com a diluição e dinamização do líquido, vamos obter por ressonância, no movimento extraordinariamente violento e caótico da agitação, a replicação da informação não molecular, que tem a propriedade de pelo “efeito antídoto” reequilibrar todo o sistema energético do organismo, e como sua consequência as forças físico-químicas dele estritamente dependentes. A Auto-Isopatia Energética, toma em consideração tal como a Isopatia, em sentido amplo, a individualidade de cada paciente, e utilizando as suas informações próprias, com uma determinada frequência ou ressonância, permite o justo equilíbrio da sua energia vital e concomitantemente da sua saúde.



O aequale vai bem mais longe do que o simillimum, mesmo o perfeito, porquanto nem lhe faltam nem se excedem sinais ou sintomas.




1 – DESCRIÇÃO SINTOMÁTICA




O paciente deve começar por inventariar os sintomas que mais o apoquentam, decompondo-os se possível, em duas categorias distintas: por um lado os sintomas mentais, e por outro os físicosenglobando-se nesta categoria, os que em homeopatia denominamos “gerais” –, discriminando-os num pequeno bloco de apontamentos, que facilmente poderá transportar em todas as ocasiões e enquanto durar a apreciação ou constatação dos incómodos e o processo de tratamento.

Um exemplo:

SINTOMAS MENTAIS

– Irritabilidade com inquietude
– Impaciência
– Medo de ter uma doença incurável
– Inveja
– Falta de memória
– Pressa, precipitação
– Depressão ao fim do dia
– Não gosta que o consolem
– Aprecia a solidão, mas não quer estar só
– Ansiedade por antecipação
– Pesadelos e sobressaltos enquanto dorme


SINTOMAS FÍSICOS
Transpiração nocturna
– Sono pouco reparador ( acorda mais cansado do que quando se deita )
– Agrava todos os sintomas quando ingere alimentos muito condimentados e carnes gordas
– Agrava também com as mudanças de tempo
– Fezes como bolas, semelhantes às das ovelhas
– Dores nas articulações de mãos e pés em tempo húmido
– Alternância de diarreia com obstipação
– Bronquite
– Tosse intensa com predominância nocturna
– Resfriados constantes
– Cáries dentárias frequentes


 » No entanto, tenha-se em consideração que o mais importante será a discriminação, ainda que desordenada, de todos os sintomas de que o paciente se quer libertar.



Nem sempre estamos atentos aos nossos padecimentos e enfermidades, porque valorizamos em excesso uma determinada patologia – o doente com síndroma de pânico concentra-se quase que exclusivamente nos sintomas decorrentes dos ataques de que padece – ou estamos demasiadamente absortos nos problemas do quotidiano e não temos uma percepção real e inequívoca dos nossos estados de espírito – com as inerentes deformações de personalidade e sentimentos negativos –, dos nossos sofrimentos físicos –
em regra, desde que não se assumam como invalidantes. Por tal motivo, esta observação de sintomas deverá ser paciente e se necessário corrigida, antes de iniciarmos a preparação do medicamento, o que poderá durar alguns dias.

A anotação da sintomatologia é essencial para que o paciente possa avaliar a evolução da cura.

Nesse pequeno bloco procederemos a todas as notações úteis, como se de um diário se trate.



PREPARAÇÃO DO MEDICAMENTO – ACTOS PRELIMINARES


Preferencialmente, o medicamento deverá ser produzido pelo próprio paciente. Caso este esteja impossibilitado de o fazer por razões naturais – animal, criança – ou por invalidez – inconsciência, paralisia, demência –, deve ser substituído pelo terapeuta, pessoa de família ou amigo.



MATERIAL A UTILIZAR: 

Frasco de vidro com 30 ml, de preferência com pipeta conta-gotas, que servirá para preparar o remédio e que denominaremos frasco medicamento.
Este frasco, será marcado sensivelmente a meio (15 ml) o que nos orientará no procedimento de dinamização. A marcação poderá ser feita com uma caneta própria para vidro ou com um pedaço de papel autocolante, colado exteriormente.

· Proveta, seringa, ou qualquer outro instrumento que permita a medição mais ou menos rigorosa de líquido.

· Água bidestilada, destilada ou purificada. Em zonas carenciadas, na inexistência destas, a água deve ser proveniente da chuva ou ser fervida durante pelo menos vinte minutos.

Antes de serem usados, os frascos, mesmo novos, devem ser previamente lavados com água purificada, tal como o restante material a ser utilizado.




2 – PREPARAÇÃO PROPRIAMENTE DITA -



Determinados os sintomas, lavado ou esterilizado que esteja o material, com um instrumento de medição – v.g., seringa, proveta:



2.1. – Retiramos cerca de 15 ml de água do seu recipiente e vertemos o líquido no frasco medicamento;
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2.2. – Em ambiente de recolhimento, seguramos na mão o frasco, ou envolvemo-lo com as duas mãos, durante pelo menos uma hora, agitando-o várias vezes, de quando em vez. Este procedimento poderá continuar por um período mais ou menos longo – um ou dois dias -, muito especialmente, durante os períodos de crise. O frasco pode e deve quando possível ser colocado no corpo do paciente em contacto com a localização do órgão doente.
Caso se trate de uma criança, de indivíduo mentalmente diminuído, não colaborante – obviamente, que não nos referimos a todos os que rejeitem o tratamento - ou de enfermos inconscientes, tentaremos encostar o frasco ao seu corpo durante o sono.
Nos animais podemos prender o frasco por intermédio de um adesivo ao corpo durante o período de repouso.
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2.3. – Decorrido o dito período mínimo de uma hora, agitamos vigorosamente o frasco medicamento 100 vezes.


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2.4. - Depois da agitação mencionada em 2.3., esvaziamos o frasco, sacudindo o líquido que se encontra no seu interior, até que o interior do mesmo fique apenas húmido. Deve procurar-se esvaziar o frasco o mais que nos seja possível.
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2.5. - Deitamos 15 ml de água purificada no frasco que esvaziámos, e voltamos a agitá-lo energicamente 100 vezes.


O medicamento está pronto para a sua primeira utilização.


A sucussão ou agitação rítmica do medicamento pode realizar-se do seguinte modo:
- envolvemos o frasco medicamento com a mão;
- com um movimento enérgico, mas não o suficiente para quebrar o frasco, projectamo-lo contra um objecto que não tenha dureza excessiva: podemos utilizar um livro de capa mole ou até a palma da nossa mão.

Anote-se que podem ser utilizados frascos com outras capacidades, respeitando-se as proporções indicadas.




TRATAMENTO

Nesta sede, irá valer a experiência do paciente.


Começará por tomar 3 gotas de 3 a 6 vezes dia, podendo aumentar as tomas em função das necessidades sentidas.


A cada toma, agitará energicamente o frasco-medicamento de dez a 100 vezes, em conformidade com os resultados experimentados - mais uma vez, valerá aqui, a experiência do paciente, do terapeuta ou de quem está incumbido de o observar.
Volta então, terminado que esteja o medicamento ou caso sinta essa necessidade, nomeadamente pelo aparecimento de novos sintomas, a repetir o procedimento, tendo em consideração o novo quadro clínico, somatório de todos os sintomas, que consta do seu bloco de anotações.
Para tal, esvazia o frasco medicamento (usa o mesmo frasco que após vazamento guarda uma quantidade minúscula de líquido), e procede em conformidade com o que acima ficou exposto, de 2.1. a 2.5. - estamos apenas perante uma repetição do procedimento.



O que aqui ficou explanado, deve ser entendido como mera sugestão de posologia.
Cada paciente responde à acção medicamentosa de forma particular, e tem de ser o próprio – caso não esteja a ser aconselhado por terapeuta -, a avaliar a evolução do tratamento.

Logo que os sintomas mórbidos desapareçam ou melhorem substancialmente, o enfermo começará a espaçar as doses progressivamente.




TRATAMENTOS POSTERIORES



Sempre que subsistam sintomas, ocorra mudança ou surja uma nova doença, devemos aprontar um novo medicamento para combater os novos ou restantes sintomas.



Tratando-se de um 2.º tratamento - 3.º, 4.º, (...), 6.º, ou superior -, esvaziamos o frasco, sacudindo vigorosamente o líquido que se encontra no seu interior, até que o mesmo interior fique apenas húmido.


De seguida, vertemos os 15 ml de água purificada no dito frasco e seguimos os procedimentos enunciados em 2.2. (nova transmissão do padrão energético ao líquido e, em consequência, do novo quadro clínico), 2.3. (agitação do frasco-medicamento 100 vezes), 2.4. (esvaziar de novo o frasco até que o seu interior fique apenas húmido) e 2.5. (verter novos 15 ml de água purificada no frasco que esvaziámos, voltando a agitá-lo energicamente 100 vezes).


Os 15 ml de medicamento estão agora preparados para serem utilizados.

O tratamento com a AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA pode e deve ser feito continuadamente.
Para além de ser extraordinariamente eficaz na maioria das patologias, pode ser utilizado como "preventivo" e para minimizar ou aniquilar determinadas deformações ou características de personalidade.






JOSÉ MARIA ALVES




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

HOMEOPATIA E ISOPATIA




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HOMEOPATIA E ISOPATIA


Hahnemann não foi um entusiasta da Isopatia. Costumava referir que as secreções patológicas diluídas e dinamizadas por intermédio da sucussão deixam de ter qualquer relação de identidade com o produto original, persistindo apenas a de analogia. Na sua perspectiva, isopático e aequale são enunciações desajustadas, que para terem um rigoroso sentido, apenas podem designar simillimum, dado que não são de modo absoluto um idem.
Em nota do § 56 da 6ª edição do Organon criticou com alguma veemência o método isopático em virtude de não considerar o paciente como um todo, conduzindo o médico a um raciocínio demasiadamente simplista, estimulador da paliação em detrimento da cura operada pelo semelhante.

A Homeopatia fundamenta-se na cura do semelhante pelo semelhante – de homoios, semelhante –, enquanto que na Isopatia, igual cura igual – de iso, igual –.
Imaginemos um indivíduo que apresenta sintomas característicos de Arsenicum Album, patentes na Matéria Médica, nomeadamente alternância de excitação e depressão, prostração e esgotamento, agitação com medo da morte, de fantasmas, dores gástricas queimantes como se carvões acesos estejam a arder no estômago, e crises asmáticas da meia-noite às três horas da manhã. Atenta a similitude de sintomas poderá ser-lhe receitado o dito remédio. Estamos perante uma análise puramente homeopática. Suponhamos agora, que um outro paciente tem vindo a ingerir doses elevadas mas não letais de Arsenicum que lhe provocam distúrbios vários. Para que opere uma desintoxicação profunda vamos também ministrar-lhe o mesmo medicamento, sem que nos debrucemos sobre as características fundamentais do paciente. Aqui relacionamos o medicamento com a causa dos padecimentos, agindo na perspectiva da Isopatia.

Constantine Hering (1800-1880) foi um homeopata de prestígio, considerado o pai da homeopatia americana. É interessante referir, que a sua conversão à homeopatia ocorreu após ter sido incumbido de escrever um ensaio em que demonstrasse a sua real ineficiência.
Experimentou de modo acidental o remédio Lachesis, quando no seu laboratório procedia à trituração do veneno da cobra Lachesis Mutus. Intentava desvendar um sucedâneo mais eficaz à inoculação da vacina que Edward Jenner (1749-1823), descobridor da vacinação, havia investigado na Grã-Bretanha, já que esta se lhe afigurava demasiadamente perigosa.
O seu interesse pelo mencionado veneno e as experiências que realizou, conduziram-no à ideia de que entre outros, as crostas da varíola pulverizadas, a saliva de um cão raivoso ou qualquer produto ou agente de doença – verbi gratia, vírus, veneno –, quando preparados em conformidade com o método da farmacopeia homeopática – método que reputava praticamente infalível –, levariam à cura do enfermo.

Hering, mais do que um dos primeiros homeopatas a integrar o movimento isopático, deve ser encarado de pleno direito, o seu pai científico.

Este homeopata enunciou três leis – conhecidas por Leis de Hering –, cuja aplicação se estende à Isopatia, e que devemos ter sempre presentes:
1ª - O processo de cura progride de dentro – psiquismo, órgãos vitais – para fora – partes externas, tal como a pele –, das partes internas para as externas: uma úlcera do estômago que desaparece surgindo um eczema numa perna.
2ª - Os sintomas desaparecem na ordem inversa do seu aparecimento cronológico: desaparece uma úlcera surgida em 1998, depois uma arritmia com início em 1997, e finalmente dores erráticas que se manifestaram em 1992.
3ª - A cura progride do alto para o baixo, das partes superiores para as inferiores: eczema facial que desaparece surgindo numa perna.

Não olvidemos, que antes de Hering, muitos práticos utilizavam a Isopatia, podendo aqui ser referido Robert Fludd, que no século XVII empregou um manipulado de expectoração de tísico para tratamento da tuberculose. Paracelso, por sua vez, terá afirmado “que o que causa a icterícia cura a icterícia”.

Wilhelm Lux (1777-1839), veterinário alemão, apreciador da homeopatia com a qual entrou em contacto por volta de 1820, preparou em 1831 medicamentos que tinham por base o germe causador da enfermidade. Numa epidemia de mormo, prescreveu a secreção nasal de um dos animais doentes, na 30ª CH, tendo obtido curas surpreendentes. No ano de 1833 publicou “A Isopatia dos contágios – em que todas as doenças contagiosas trazem em seus próprios produtos de contágio o meio de cura”. Nomeou de Isopatia a terapia que trata a moléstia pela causa que a produz.

Ernest Stapf (1788-1860), foi seguidor directo de Samuel Hahnemann tendo utilizado segundo as regras da farmácia homeopática, as secreções e excreções patológicas dos enfermos, que depois de convenientemente preparadas, lhes eram ministradas. Com este homeopata, expande-se substancialmente a auto-isopatia. O seu método estruturou-se na administração aos enfermos das suas próprias secreções e excreções, diluídas e dinamizadas, secreções e excreções que pressupunha conterem a causa das patologias que os assacavam (auto-isopáticos).

Posteriormente, Dennys Collet, em missão na Mesopotâmia (1873), empregou como recurso, face à escassez de medicamentos, a isopatia em milhares de pacientes, tendo alcançado resultados extraordinários que narrou na obra: “Isopatia. Método Pasteur por Via Interna”.

Leon Vannier, foi também um devotado defensor da Isopatia, que passou a denominar pelo vocábulo Isoterapia.


JOSÉ MARIA ALVEShttp://www.homeoesp.org/
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ISOPATIA - INTRODUÇÃO




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ISOPATIA - INTRODUÇÃO

Hipócrates, que nasceu em 468 a.C. e faleceu em 377 foi considerado o pai da medicina ocidental, com duas correntes terapêuticas fundamentais:

Contraria Contrariis Curantur e Similia Similibus Curantur.
A primeira baseia-se no princípio dos contrários – a insónia de um bebedor de café é tratada por medicamentos que induzem ou provocam o sono –, enquanto que a segunda se estrutura no princípio da semelhança – nesse indivíduo, a quem os efeitos imediatos ou mediatos do abuso do café impedem ou dificultam o sono, é o mesmo café utilizado em doses homeopáticas, diluídas, para combater a insónia.
Para além destes dois princípios, um outro tem assento nos vários métodos terapêuticos, a que não tem sido dada a importância devida: referimo-nos à Isopatia, que grosso modo propende a combater a doença com produtos da mesma ou com secreções e excreções do organismo acometido por uma determinada patologia. O igual é tratado pelo igual: Aequalia Aequalibus Curantur.



Exterminar as inúmeras patologias por intermédio dos seus princípios causais é uma das mais profícuas intuições imemoriais, e validação empírica da sempre renovada arte de curar.


São muitos os estudos históricos e antropológicos, que asseveram a existência de conhecimentos nos povos primitivos, do facto de que a inoculação de pequenas doses de um determinado veneno, protege o inoculado do seu contacto acidental – verbi gratia, mordedura de cobra – e efeitos perversos, nalguns casos mortais.
Também Hipócrates, que preconizou o tratamento, quer pela lei dos semelhantes quer dos contrários, validou a Isopatia quando escreveu: “Vomitus vomitu curantur”.

Plínio, nascido no ano 23 a.C. disse existir um limo sob a língua do cão raivoso, que quando bebido exercia protecção contra a raiva.

Discorides afirmou no século I a.C., que onde há doença está o remédio.
Um médico chinês, Roa Tro, utilizava diluições do suor do próprio paciente, para além de ser um adepto das doses mínimas, o que o qualifica como um dos muitos percursores da Homeopatia.
O próprio Hahnemann, pai da Homeopatia, reconheceu com humildade, que antes dele, muitos médicos suspeitaram e intuíram, que alguns medicamentos curavam as doenças em virtude de produzirem sintomas mórbidos análogos. Prestou nomeadamente homenagem a Stahl, médico do exército, que atestou ser o princípio adoptado em medicina, de curar as doenças por modos opostos – Contraria Contrariis Curantur – inteiramente falso e equivocado. Stahl estava persuadido – sem que o tivesse logrado demonstrar –, que as doenças cedem e se curam pelos agentes produtores de moléstias semelhantes – Similia Similibus Curantur.
Para além deste, há quem refira o médico vienense Antoine Stoerck, como verdadeiro percursor da homeopatia científica, ao estudar em 1760, para além do princípio da similitude, a acção das doses infinitesimais.

A Isopatia é um processo terapêutico medicamentoso milenar, distinto da Homeopatia, conhecido ainda que de modo empírico por praticamente todos os povos. Se na Homeopatia, semelhante cura semelhante, ou seja, a substância terapêutica que em dose ponderal ou experimental – Hahnemann e outros experimentadores de substâncias medicamentosas utilizaram potências elevadas, tal como a 30ª CH – é apropriada a gerar num organismo são um conjunto de sintomas, cura quando prescrita em pequenas doses os sintomas patológicos análogos que existem no paciente, já a Isopatia, constitui-se como método de tratamento através dos iguais, e isto, independentemente da qualidade da substância utilizada.

No entanto, para o seu cabal entendimento, é de todo essencial, que sejamos introduzidos no método homeopático de cura, ainda que de forma sintética, até porque, como afirma O. A. Julian, só com o triunfo desta passa o uso da Isopatia a ser sistematizado, com a particularidade dos seus produtos e substâncias serem preparados segundo as regras da farmacopeia homeopática – que a partir daí receberam a denominação de isoterápicos.

Podemos hoje falar, sem qualquer receio, de uma medicina vitalista que se baseia em diluições e dinamizações sucessivas de determinadas substâncias – que denominaremos de adaptógena em virtude de não encontrarmos melhor termo – a quem haverá que atribuir um papel determinante no processo de cura, quer pela sua eficiência quer pela economia de meios, sendo esta última a única esperança dos que neste mundo egocêntrico se encontram votados a um total abandono.

O Vitalismo, por contraposição ao Organicismodoutrina segundo a qual o corpo obedece apenas a leis físicas e químicas –, sem cair na dogmática do Espiritualismo – a vida tem um princípio vital criador, que é Deus –, acredita que os seres vivos são detentores de uma força vital, pela qual actuam e a quem estão sujeitos, princípio este, que não se identifica com as propriedades físico-químicas do corpo. Nesta perspectiva, a doença manifestada por sinais e sintomas é o resultado de alterações energéticas.
Agimos por intermédio do nosso nível físico, sentimos pelo emocional e pensamos pelo mental. A força vital interage nos três níveis, mantendo-os equilibrados e coesos, em suma, em harmonia. Quando surge uma qualquer enfermidade, é esta energia vibratória que primeiro se ressente e que urge reequilibrar.

O termo Isopatia, deriva do grego isos - igual -, e pathos - sofrimento. Baseia-se na cura do igual pelo igual, contrariamente ao que ocorre na Homeopatia, onde vigora a lei dos semelhantes – Similia Similibus Curantur.
Não utiliza os sintomas decorrentes da experimentação, caso a substância a esta tenha sido submetida, e não toma em linha de consideração a individualização do paciente, mas apenas o que está motivando o seu padecimento. Deparamo-nos aqui, com uma verdadeira similitude etiológica.

A Isopatia constitui-se na sua definição corrente, como método de tratamento através dos iguais, e isto, independentemente da qualidade da substância utilizada, orgânica ou não, desde que solidamente vinculada como causa da patologia instalada no paciente ou numa determinada população. São em regra preparados homeopáticos ou segundo os princípios próprios da farmácia homeopática, obtidos a partir de excreções e secreções patológicas, culturas microbianas, tendo por objectivo, quer a prevenção quer a cura de enfermidades, com recurso à substância ou agente causal.

Aequalia Aequalibus Curantur.

Esta terapêutica efectivada através de substâncias submetidas a diluições e agitações sucessivas, em conformidade com os métodos da farmacopeia homeopática de preparação dos medicamentos, foi descrita por Hahnemann, que não era de modo algum, um dos seus defensores, contrariamente ao que acontecia com Hering e outros eminentes investigadores e práticos homeopatas.


De qualquer forma, a maioria dos medicamentos isopáticos, são empregues após terem sido diluídos e dinamizados. De alguns foi estabelecida a patogenesia por via da experimentação homeopática, enquanto outros são ministrados em função da lei da analogia, sem qualquer experimentação.

É hoje dado como assente, que as diluições hahnemannianas obtidas de substâncias objectiva ou subjectivamente tóxicas, desempenham um efeito defensor contra a mesma substância.

A utilização de altas diluições – v.g. 15ª, 30ª, 200 CH –, quer pela necessária aniquilação da toxicidade das substâncias ou agentes vivos, quando utilizados em dose ponderal com a concomitante ofensa que daí advém ou pode advir para os organismos, quer pelo facto de quanto maior a diluição mais profundo e duradouro é o efeito do medicamento, produzem com resultados terapêuticos confirmados a eliminação de substâncias tóxicas do corpo.
Preferencialmente, os medicamentos isoterápicos oriundos de entes vivos devem ser sempre ministrados numa potência igual ou superior à 12ª CH – centesimal hahnemanniana –, dado que se ultrapassa o número de Avogrado, ou seja, a substância deixa de possuir quaisquer moléculas da originária, restando tão-somente aquilo que apelidamos de acção farmacológica energética.
Um dos campos preferenciais da Isopatia, prende-se com a dessensibilização do organismo humano, animal ou vegetal, relativamente a qualquer produto tóxico ou de qualquer outra substância, que esteja a atentar contra o equilíbrio fundamental do mesmo.
Destaca-se neste domínio a dessensibilização, nomeadamente de:
· Produtos de toxicidade demonstrada, venenosos;
· Drogas de uso ilícito;
· Bebidas alcoólicas, café, chá, tabaco.
· Substâncias alergénicas;
· Substâncias medicamentosas ministradas continuadamente pela medicina alopática, com os decorrentes efeitos perniciosos colaterais.

Para além da mencionada desintoxicação do corpo do paciente, a Isopatia desenvolve uma actividade de combate, extremamente importante, no que toca às inevitáveis agressões de:
· Bactérias,
· Fungos,
· Vírus, e
· Vermes ou parasitas.
A produção destes “bioterápicos”, deve respeitar escrupulosamente algumas regras básicas.

Há ainda a considerar uma profícua acção preventiva:
· Nas epidemias;
· Em patologias usuais e correntes;
· No parasitismo.


Não podemos deixar de nos referir ao papel dos medicamentos isopáticos – e também dos nosodos – na destruição de “barreiras” homeopáticas.
Em Homeopatia, muitos autores, falam com constância de barreiras. Estas impossibilitam ou dificultam a acção do simillimum. As barreiras tóxicas podem ser inatas ou adquiridas. As infecciosas são suportadas por focos de infecção muitas vezes em estado de latência, localizados em diversas partes ou órgãos do corpo.

As “barreiras” podem ser causadas por:
· Ingestão continuada de medicamentos alopáticos, por vezes durante largos períodos de tempo, tais como: antibióticos, sedativos, antidepressivos, corticóides;
· Vacinações;
· Anestesias locais ou gerais, muito especialmente, pela sua frequência, as dentárias;
· Doenças transmitidas hereditariamente – consideradas como parte integrante da diátese ou terreno do enfermo –, verbi gratia, tuberculose, sífilis, gonorreia;
· Doenças do próprio paciente: Infecciosas, como o sarampo, a escarlatina, colibacilose de repetição, gonorreia. Choques traumáticos, como os gerados em ambiente de guerra, na família, por crimes ou delitos graves.

Quando nos deparamos com várias barreiras num paciente, estas devem ser tratadas na ordem inversa ao seu aparecimentoalguns homeopatas preconizam a denominada toma em escada, uma dose por dia, três dias seguidos, na 9ª CH, 15ª CH, 30ª CH; no caso de doentes hipersensíveis deve espaçar-se o tratamento, até aos doze dias, ministrando-se uma dose de 4 em 4.


Assim, a titulo de exemplo, diga-se que a colibacilose urinária deverá ser tratada, com diluições de urina do próprio paciente, pressupondo que esta está contaminada com o agente causal.


MEDICAMENTOS ISOPÁTICOS


A Isopatia tem hoje um campo de acção amplificado. São muitos os homeopatas que recorrem aos seus prestáveis serviços.

Auto-isopáticos (ou auto-isoterápicos) – são preparados a partir de excreções e secreções colhidas do próprio doente e só a ele destinadas, tais como, cálculos renais, corrimento uretral, corrimento vaginal, crostas de feridas, escamas de pele, esperma, expectoração, fezes, lágrimas, pus, saliva, sangue, secreção nasal, suor, urina. São fabricados quer em dinamizações unitárias, quer em dinamizações complexas – urina + sangue + saliva...
Hetero-isopáticos (ou hetero-isoterápicos) – são todos os medicamentos produzidos com substâncias alergénicas ou produtoras de dano tóxico, externas ao paciente, tais como, alimentos, medicamentos alopáticos, pelos de animais, pó, pólen, venenos e outros produtos tóxicos.


Para além destes, referimos ainda os seguintes medicamentos, muito utilizados na prática clínica homeopática:

Organoterápicos – Na organoterapia utilizam-se órgãos saudáveis, diluídos e dinamizados, para actuarem nos mesmos órgãos de que foram oriundos, estimulando-os.

Nosódios – São medicamentos homeopáticos preparados de secreções e excreções patológicas de origem animal, vegetal ou humana.

Bioterápicos – são medicamentos obtidos a partir de tecidos de origem animal ou vegetal, de produtos de origem microbiana e quimicamente não determinados, de secreções ou excreções, patológicas ou não, ou ainda de alergenos.
Os bioterápicos estão divididos em grupos:
- Bioterápicos do Codex – soros, vacinas, etc.
- Bioterápicos Simples – produzidos a partir de culturas bacterianas puras.
- Bioterápicos Complexos – produzidos a partir de substâncias complexas.



O TRATAMENTO EM ISOPATIA

Vamos restringir-nos nesta sede aos auto-isopáticos e aos hetero-isopáticos, já que no restante, por questões de segurança e eficiência devemos recorrer a farmácias ou laboratórios homeopáticos credenciados.

Na auto-isopatia, utilizamos segundo as regras da farmácia homeopática - ver ARTIGOS » ISOPATIA no nosso site pessoal -, as nossas secreções ou excreções patológicas. Estas devem conter a causa da patologia ou reflectir o desequilíbrio gerado – v.g. o pus na furunculose, a expectoração na asma, bronquite, tuberculose, a urina nas infecções do trato urinário.

Por questões de segurança, os iniciados devem preparar os remédios de origem orgânica em potência não inferior a uma 12ª CH, e os potencialmente venenosos ou intoxicantes, numa 6ª CH.

Podem ser preparados a partir de:
· Corrimento uretral;
· Corrimento vaginal;
· Crostas de feridas;
· Escamas de pele;
· Esperma;
· Expectoração;
· Fezes;
· Lágrimas;
· Saliva;
· Sangue;
· Secreção auricular;
· Secreção nasal;
· Secreções purulentas várias;
· Suor;
· Urina.

Qualquer medicamento preparado segundo as regras da farmacopeia homeopática, obtido nomeadamente a partir de secreções, excreções, tecidos, sangue, de um determinado paciente, não deve em caso algum ser ministrado a qualquer outro indivíduo ou animal.

No respeitante aos hetero-isopáticos, incumbe-nos relembrar que estes são todos os medicamentos produzidos com substâncias alergénicas ou produtoras de dano tóxico, externas ao paciente, tais como, alimentos, medicamentos alopáticos, pelos de animais, pó, pólen, venenos e outros produtos tóxicos.

A Isopatia chama à colação a noção de identidade. Se uma pessoa, um animal ou até uma planta, estão a ser vitimas da acção tóxica de uma determinada substância, bactéria, vírus, fungo ou parasita, podem ver o seu equilíbrio energético ser restabelecido pela administração do agente causal, diluído e dinamizado.
Jean-Marie Danze foi durante dezassete anos director científico de um laboratório homeopático belga, considerando por via da sua experiência que a preparação de isopáticos na 200 K é a mais eficaz - no tocante à preparação dos isopáticos, veja-se o nosso site, em ARTIGOS » ISOPATIA.

JOSÉ MARIA ALVES
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UMA MEDICINA DE ESPERANÇA - HOMEOPATIA, ISOPATIA OU ISOTERAPIA




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UMA MEDICINA DE ESPERANÇA - HOMEOPATIA, ISOPATIA OU ISOTERAPIA
A partir de Hahnemann, podemos falar de uma medicina sustentada por diluições/dinamizações das mais variadas substâncias, cuja amplitude ainda não se encontra plenamente esgotada.


Nos últimos anos, com inúmeras e naturais limitações próprias, temos vindo a desenvolver experimentações, quer em nós, quer em alguns voluntários, quer ainda em microorganismos, obtendo para além dos resultados firmados pela prática homeopática, hipóteses que não são desprezáveis e que se podem constituir como uma esperança para os povos desmunidos de assistência, como consequência de uma sociedade egoísta, não fraterna e meramente impulsionada por interesses financeiros.
Provavelmente serão alvo de críticas severas, mas não nos esqueçamos de que os que se arvoram como detentores do conhecimento e da verdade, muitas vezes em defesa de hediondos interesses financeiros, deveriam apreender as palavras de Montaigne:
“Que pode imaginar-se de mais ridículo que esta criatura miserável e mesquinha que nem sequer é senhora de si própria, e se encontra exposta às ofensas provenientes de todas as coisas, que se diz dona e senhora do universo, quando nem ao menos possui a faculdade de conhecer a mínima parte deste, quanto mais de dirigi-la?”

O que hoje é verdade, poderá amanhã ser um erro crasso. Não escasseiam exemplos históricos. E não há ciência, medicina, sistema filosófico ou crença, que não possam vir a ser demolidas num futuro mais ou menos longínquo.

No nosso entender, a medicina das diluições/dinamizações, pode ser definida ainda que impropriamente como uma terapêutica adaptógena ou Medicina Adaptógenaum produto é classificado como adaptógeno quando tem a propriedade de reequilibrar o organismo doente, normalizando as suas funções, sem ocasionar nefastos efeitos secundários.



No domínio da ciência existem procedimentos de observação – que se servem dos sentidos –, e processos conceptuais derivados da razão, interpretadores das observações realizadas, que se constituem como hipóteses. Estas, podem ter uma forte dose de probabilidade ou de improbabilidade de verificação. Pode existir um elevado apoio experimental das hipóteses ou teorias científicas, mas tal, não as transforma em verdades irrefutáveis. Se em séculos anteriores se pensava que determinada teoria tinha forte probabilidade de ser verdadeira, e se hoje também se pensa, poderá ocorrer que no porvir o mesmo seja pensado, ou se destrua irremediavelmente tal doutrina, por alteração ou carência de verificação experimental, ainda que meramente parcelar ou ocasional.



As hipóteses que se seguem, estimulam-nos a prosseguir as pesquisas e intentam despretensiosamente instigar-vos à mesma. Ninguém vence batalhas na solidão dos campos abandonados, assim como simples palavras não alimentam ou curam os pobres.


· Se uma substância provoca um determinado tipo de diarreia num indivíduo são, então essa mesma substância diluída e dinamizada, cura esse mesmo tipo de diarreia num indivíduo doente.
LEI HOMEOPÁTICA DA SIMILITUDE

· Se um indivíduo está intoxicado, verbi gratia, pelo chumbo, então a substância medicamentosa Plumbum, dinamizada e altamente diluída vai desintoxicá-lo progressivamente.
EFEITO ANTÍDOTO DOS MEDICAMENTOS OU SUBSTÂNCIAS HOMEOPÁTICAS
· Se um determinado indivíduo está doente e lhe é ministrada uma substância diluída e dinamizada, obtida das suas próprias secreções, excreções ou tecidos, que detenham o agente causador, cura-se ou melhora o seu estado de saúde, em conformidade com a gravidade, cronicidade e curabilidade da patologia.
AUTO-ISOPATIA

· A energia vital em desequilíbrio de um certo organismo, é reequilibrada pela administração de um medicamento em que a mesma foi plasmada, e posteriormente diluída e dinamizada.
AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA

· Se um indivíduo está doente – v.g. alergia – e lhe é ministrado o agente exterior causal, diluído e dinamizado, melhora ou cura-se, em consonância com o desenvolvimento e natureza da patologia.
HETERO-ISOPATIA

· Se um medicamento alopático ou fitoterápico produz num indivíduo determinada acção – v.g. tranquilidade, indução do sono, anti-inflamatória, antibacteriana, energética – , quando ministrado em baixas diluições e dinamizado, com tomas sucessivas, produz essa mesma acção, ainda que de forma atenuada e progressiva.
PRINCÍPIO DA SEMELHANÇA DA ACÇÃO MEDICAMENTOSA

· Se uma substância é particularmente eficaz na destruição do agente patogénico no material exterior contaminado – v.g. hipoclorito de sódio – então quando ministrada de modo diluído e dinamizado, e com a necessária frequência no organismo infectado, destrói ou inibe gradualmente a proliferação desse agente patogénico.
PRINCÍPIO DA ACÇÃO PARALELA DE DETERMINADAS SUBSTÂNCIAS


AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA - JOSÉ MARIA ALVES




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AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA
DE
JOSÉ MARIA ALVES





PRINCÍPIOS GERAIS

A Auto-Isopatia Energética é uma "terapêutica" vocacionada para a autocura.
Pode também ser exercido por terapeutas, muito especialmente pelos de Florais de Bach.
É um processo lógico e revolucionário de cura.

Mas, deve ser sempre considerada uma "terapia" que complementa a determinada pela medicina convencional ou alopática, onde esta é em regra exercida. Deste modo, em caso algum, o paciente deverá abandonar as prescrições e determinações do seu médico assistente, seja nomeadamente, alopata ou homeopata.
A eficiência da terapêutica, conducente à aniquilação ou minimização dos sintomas, fará com que este venha eventualmente a restringir ou retirar a medicação, quando e se por desnecessária.

Foi em 2006, no nosso site pessoal, http://www.homeoesp.org/que editámos o livro “A Cura Pela Isopatia”, onde incluímos uma nova terapêutica: a Auto-Isopatia Energética.


Este procedimento terapêutico, passível de todas as críticas que o fundamentalismo possa imaginar, tem vindo a produzir resultados que se constituem como a sua própria legitimação. Daí, que se justifica no nosso entender, a criação deste blogue, com um procedimento simplificado de execução, relativamente ao que consta do mencionado site e do nosso blogue pessoal http://www.josemariaalves.blogspot.com/permitindo assim, que sejam os próprios pacientes a manipular o "medicamento" curador - ou ainda, um amigo, familiar ou terapeuta.

Interessante será verificar a sua acção na melhoria quase imediata do estado mental dos pacientes, corrigindo desvios, obviando ao sofrimento psicológico, cuja insuportabilidade supera múltiplas vezes o padecimento físico, seguindo-se-lhe a beneficiação progressiva de sintomas patológicos específicos do enfermo ou da enfermidade.
No entanto, mesmo perante sinais evidentes de cura, o paciente deve confirmar os resultados por intermédio de diagnóstico firmado pelo médico assistente, obviando assim a situações gravosas de obscurecimento sintomático. Do mesmo modo, diga-se, que os critérios de "alta", não são pessoais, mas dependem de avaliação especializada (médico assistente).


Para Hahnemann existe uma “força vital” imaterial, que anima dinamicamente o organismo material, preservando todas as partes do corpo em excelente e harmónica operação vivificante, tanto no que respeita às sensações como no que toca às funções. Todo o organismo é possuidor de uma “força” distinta das suas propriedades físico-químicas, que em equilíbrio, gera a sua harmonia e consequente defesa contra as agressões a que se encontra inelutavelmente sujeito.

Assim, o organismo material, sem esta “força vital”, é incapaz de sentir e de se conservar a si mesmo. Está portanto morto, decompondo-se e desintegrando-se nos seus elementos químicos.

Quando um indivíduo fica enfermo, é esta força vital imaterial, activa e presente em todas as partes do corpo, que sofre alterações determinadas pela influência dinâmica do agente mórbido hostil à vida, gerando nele sensações desagradáveis e manifestações irregulares a que chamamos doença.
Nesta perspectiva, as doenças não são mais que transtornos do estado de saúde, manifestando-se por sintomas mórbidos.

Não estamos certos, nem poderíamos estar – por insuficiência de meios científicos – de que a base da cura se estrutura na destruição de uma afecção mais débil do organismo, por outra mais forte do que esta – a provocada por medicamentos com sintomas semelhantes, mas superiores aos da doença natural em potência –, se esta última é muito semelhante àquela nas suas múltiplas exteriorizações.

A cura homeopática é explicada pela imposição de uma doença artificial semelhante, mas mais forte do que a natural – veja-se o parágrafo 29 do Organon.
A “força vital”, tal como a entendemos é o fundamento base ou estrutura da vida, e deve ser percebida como uma força em acção e reacção contínuas.
É uma energia, não a física, que é a capacidade que um sistema possui de realizar trabalho, definindo-se este como o produto de uma força pela distância ao longo da qual ela age. Não é propriamente o poder de mover os objectos materiais. É a que não tem qualquer relação com a mecânica, com os conceitos da física clássica ou contemporânea, não sendo visível ou mensurável por qualquer instrumento científico, pelo menos no estado actual dos nossos parcos conhecimentos.

No Cosmos, tudo é energia, apesar da inevitável variação de concentrações. Nós somos uma substância complexa com um modelo energético específico, tal como qualquer outra do universo, quer orgânica quer inorgânica.

A doença resulta de alterações energéticas, e estas modificações imateriais endógenas, manifestam-se externamente e podem ser plasmadas em objectos externos, muito especialmente na água, que pelos seus atributos é de uma plasticidade excepcional – como já foi referido noutros artigos, quer do nosso blogue quer do nosso site pessoal .

A imagem energética não molecular fica impressa na água, com todos os seus desvios, desequilíbrios, variações de concentração, espelhando rigorosamente as influências dinâmicas do agente mórbido, entendido em sentido lato. Existem hoje, métodos de digitalizar tais imagens, percepcionando-se substanciais diferenças nos seres submetidos a observação.
Neste particular, quando plasmamos a informação energética de uma entidade viva, aqui sim, estamos a criar um medicamento que a agir, o vai fazer pela lei dos iguais – igual cura igual – e não, pela da similitude – semelhante cura semelhante. Este modelo energético representa o nosso aequale.
Com a diluição e dinamização do líquido, vamos obter por ressonância, no movimento extraordinariamente violento e caótico da agitação, a replicação da informação não molecular, que tem a propriedade de pelo “efeito antídoto” reequilibrar todo o sistema energético do organismo, e como sua consequência as forças físico-químicas dele estritamente dependentes.
Como veremos, a energia é plasmada no “frasco medicamento”, uniformemente e de modo não condensado. Com a primeira diluição e respectiva sucussão, as gotículas de água que restaram após vazamento são vigorosamente agitadas, condensando-se a informação. O mesmo irá ocorrer quando procedermos à segunda diluição/sucussão, com um acréscimo de condensação da informação. Assim, quanto maior a diluição, maior a condensação de informação, e maior a potência e eficácia do remédio. Quando ingerido pelo paciente, a imagem energética condensada, influirá vigorosamente na energia em desequilíbrio, fazendo-a retomar a estabilidade natural e por via desta serão aniquiladas as condições mórbidas.

A Auto-Isopatia Energética, toma em consideração tal como a Isopatia, em sentido amplo, a individualidade de cada paciente, e utilizando as suas informações próprias, com uma determinada frequência ou ressonância, permite o justo equilíbrio da sua energia vital e concomitantemente da sua saúde.
O aequale vai bem mais longe do que o simillimum, mesmo o perfeito, porquanto nem lhe faltam nem se excedem sinais ou sintomas.





PREPARAÇÃO DO MEDICAMENTO

Nesta sede, vamos ocupar-nos não só da produção específica do medicamento, repetindo algumas explanações do procedimento exposto no capítulo do livro A Cura Pela Isopatia – ver, http://www.homeoesp.org/» LIVROS ONLINE - denominado “Um Novo Procedimento Farmacológico”, mas também dos passos preliminares essenciais, bem como dos que irão conduzir fatalmente à apreciação da sua eficiência.

Preferencialmente, o medicamento deverá ser produzido pelo próprio paciente. Caso este esteja impossibilitado de o fazer por razões naturais – animal, criança – ou por invalidez – inconsciência, paralisia, demência –, deve ser substituído pelo terapeuta, pessoa de família ou amigo.


MATERIAL A UTILIZAR:

· Frasco de vidro com 10 ml, que servirá para preparar o remédio e que denominaremos frasco medicamento.
Podemos utilizar frascos com outras capacidades, verbi gratia, 15 ml, desde que respeitemos as proporções e não ultrapassemos 2/3 dessa capacidade, nos que vão ser sujeitos a sucussão.
Este frasco, será marcado a meio, o que nos orientará nas sucessivas dinamizações.

· Proveta, seringa, ou qualquer outro instrumento que permita a medição rigorosa de líquido – evitando-se os erros nos sucessivos enchimentos do frasco medicamento.
· Água bidestilada, destilada ou purificada. Em zonas carenciadas, na inexistência destas, a água deve ser fervida durante pelo menos vinte minutos.

Antes de serem usados, os frascos, mesmo novos e o restante material, deve ser esterilizado, segundo o método de fervura – ver “Um Novo Procedimento Farmacológico”, no mencionado livro.
Sempre que tenhamos necessidade de reutilizar um frasco, devemos proceder à sua esterilização destruindo a “energia” que não desaparece pela simples lavagem com água corrente. No entanto, deve preferir-se a utilização de frascos novos.



1 – DESCRIÇÃO SINTOMÁTICA
O paciente deve começar por inventariar os sintomas que mais o apoquentam, decompondo-os se possível, em duas categorias distintas: por um lado os sintomas mentais, e por outro os físicos – englobando-se nesta categoria, os que em homeopatia denominamos “gerais” –, discriminando-os num pequeno bloco de apontamentos, que facilmente poderá transportar em todas as ocasiões e enquanto durar a apreciação ou constatação dos incómodos e o processo de tratamento.

Um exemplo:

SINTOMAS MENTAIS

Irritabilidade com inquietude
Impaciência
Medo de ter uma doença incurável
Inveja
Falta de memória
Pressa, precipitação
Depressão ao fim do dia
Não gosta que o consolem
Aprecia a solidão, mas não quer estar só
Ansiedade por antecipação
Pesadelos e sobressaltos enquanto dorme


SINTOMAS FÍSICOS

Transpiração nocturna
Sono pouco reparador ( acorda mais cansado do que quando se deita )
Agrava todos os sintomas quando ingere alimentos muito condimentados e carnes gordas
Agrava também, com as mudanças de tempo
Fezes como bolas, semelhantes às das ovelhas

Dores nas articulações de mãos e pés em tempo húmido
Alternância de diarreia com obstipação
Bronquite
Tosse intensa com predominância nocturna
Resfriados constantes
Cáries dentárias frequentes


No entanto, tenha-se em consideração que o mais importante será a discriminação, ainda que desordenada, de todos os sintomas de que o paciente se quer libertar.

Nem sempre estamos atentos aos nossos padecimentos e enfermidades, porque valorizamos em excesso uma determinada patologia – o doente com síndroma de pânico concentra-se quase que exclusivamente nos sintomas decorrentes dos ataques de que padece – ou estamos demasiadamente absortos nos problemas do quotidiano e não temos uma percepção real e inequívoca dos nossos estados de espírito – com as inerentes deformações de personalidade e sentimentos negativos –, dos nossos sofrimentos físicos – em regra, desde que não se assumam como invalidantes.
Por tal motivo, esta observação de sintomas deverá ser paciente e se necessário corrigida, antes de iniciarmos a preparação do medicamento, o que poderá durar alguns dias.

A anotação da sintomatologia é essencial para que possamos avaliar a evolução da cura: a cessação de sintomas, as melhorias, as agravações transitórias, o surgimento de sintomas antigos ou de sintomas menos graves que os iniciais – neste último caso recorreremos à Lei de Hering para firmar o prognóstico.
Nesse pequeno bloco procederemos a todas as notações úteis, como se de um diário se trate, já que nada nos garante que a posologia e dinamização utilizada é a mais ajustada – cada organismo tem a peculiaridade de reagir de modo diverso aos medicamentos.
Atente-se que o procedimento preconizado não se afirma como pressuposto de cura. Ao ser ministrado a uma criança, a indivíduos com as capacidades intelectuais diminuídas ou em estado de inconsciência, e a animais, pressupõe quando muito uma cuidada observação de terceiros.



2 – PREPARAÇÃO PROPRIAMENTE DITA -
Determinados os sintomas, esterilizado que esteja o material, com um instrumento de medição – v.g., seringa, proveta:

2.1. – Retiramos 10 ml de água do seu recipiente e vertemos o líquido no frasco medicamento;

2.2. – Em ambiente de recolhimento, seguramos na mão o frasco, ou envolvemo-lo com as duas mãos, durante pelo menos uma hora, agitando-o de quando em vez. Este procedimento poderá continuar por um período mais ou menos longo – um ou dois dias -, muito especialmente, durante os períodos de crise.
Caso se trate de uma criança, de indivíduo mentalmente diminuído, não colaborante – obviamente, que não nos referimos a todos os que rejeitem o tratamento - ou de enfermos inconscientes, tentaremos encostar o frasco ao seu corpo durante o sono.
Nos animais podemos prender o frasco por intermédio de um adesivo ao corpo durante o período de repouso.

2.3. – Decorrido o período mínimo de uma hora, vamos esvaziá-lo, deixando-o escorrer naturalmente até que no seu interior reste cerca de 10% do líquido total (se o frasco tiver 10 ml, ficará com 1 ml). Não há necessidade de medições rigorosas, actuando-se por aproximação.

2.4. – Deitamos agora, 5 ml de água no frasco – por referência à marca que neste fizemos, como supra ficou mencionado.
2.5. - Tapamos o frasco.
Agitamos um mínimo de 10 vezes (de 10 a 100 vezes – até à 6.ª DS, preferencialmente 100 X) – conforme ficou descrito em Um Novo Procedimento Farmacológico, do livro “A Cura Pela Isopatia”, a saber:

A sucussão ou agitação rítmica do medicamento pode realizar-se do seguinte modo:
- envolvemos o frasco medicamento com a mão;
- com um movimento enérgico, mas não o suficiente para quebrar o frasco, projectamo-lo contra um objecto que não tenha dureza excessiva: podemos utilizar um livro de capa mole;
- repetimos este procedimento de 10 a 100 vezes, ritmicamente, entre cada uma das diluições.

Obtivemos a 1ª DS – (Diluição/Sucussão).

2.6. – Voltamos a esvaziar o frasco medicamento, deixando-o escorrer até que no seu fundo reste aproximadamente cerca de 1 ml.
Deitamos 5 ml de água no frasco em cujo interior restou cerca de 1 ml da 1ª DS.Tapamos o frasco.
Agitamos 10 vezes (de 10 a 100 vezes).

Obtivemos a 2ª DS.

2.7. – Tornamos a esvaziar o frasco medicamento, como se referiu em 2.6.,
e agitamo-lo de 10 a 100 vezes, obtendo a 3ª DS.
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2.8. - A partir daqui, esvaziamos o frasco, deixando escorrer o líquido durante três segundos (que contamos mentalmente); às gotas que restam no seu interior, adicionamos 5 ml de água purificada que agitamos 10 vezes. Obtivemos deste modo a 4ª DS.------
2.9. - Seguindo este procedimento, ou seja, repetindo o que em 2.8 ficou explanado, iremos atingindo uma 6.ª DS, 12ª DS, (...), 30ª DS, (...), 200 DS ou superior, até que tenhamos a diluição/sucussão pretendida.





TRATAMENTO

Preparado o remédio, temos forçosamente que determinar a:
- Diluição;
- Dose;
- Frequência com que o remédio é ministrado.

O nosso intuito é obter no paciente uma cura doce, ou seja, não agressiva, célere e duradoura.

Os pacientes reagem de modo desigual aos medicamentos.

Em Homeopatia, em princípio quanto mais alta a diluição maior é a probabilidade de uma cura permanente. Na Auto-Isopatia Energética, como veremos, todas as diluições são curativas, realçando-se em especial, a 6 DS, como diluição de início, de molde a evitar eliminações substanciais, em regra, causadoras de apreensão nos pacientes.
No entanto, a prática diz-nos que a 200 DS é a diluição com maior poder curativo.

As crianças e as mulheres respondem usualmente bem aos fármacos homeopáticos e isopáticos.

Por outro lado, os doentes idiossincrásicos ou hipersensíveis são peculiarmente sensíveis a qualquer tipo de diluição, susceptibilizando-se a acção medicamentosa de perdurar no tempo, inclusivamente nas baixas diluições.
Nestes casos devemos começar por baixas diluiçõesv.g. 6ª DS; 9ª DS –, aumentando-as em conformidade com os resultados obtidos – reacção do enfermo.O mesmo se diga no que aos doentes incuráveis respeita. As altas diluições podem depauperá-los. Mais uma vez, valem as regras da observação.
Nos restantes casos, os medicamentos podem ser ministrados de uma só vez ou em escada, facto que se reflecte na diluição ou diluições eleitas.

Pode principiar-se o tratamento com uma 6.ª DSanotando todas as alterações sentidas, em conformidade com o já explanado –, passando depois a uma 12.ª, 30.ª e 200 DS, desde que as potências mais baixas não estejam a produzir os efeitos desejados.

É interessante anotar, que uma parte dos casos se resolve com uma 6.ª DS – 3 gotas de 3 a 6 vezes dia, agitando-se o frasco-medicamento, energicamente, dez vezes a cada toma.
Se os resultados não forem palpáveis, o paciente deve ir aumentando gradualmente as diluições - aqui, valerá a sua própria experiência.
Sendo certo que a duração de acção de um qualquer medicamento não pode estar estabelecida de modo generalista – tem de ser sempre aferida pela natureza e estado do doente –, depois das ditas tomas deverá aguardar-se algum tempo, anotando-se sequencialmente a evolução do processo curativo. Também aqui, poderemos vir a concluir que carecemos de uma potência elevada, tal como a 200 DS.

Numa 6.ª DS, o paciente poderá tomar 3 gotas de 3 a 6 vezes por dia (ou mais), num período de 15 dias.
Aí, reavaliará o quadro clínico, recorrendo ao caderno de notas onde anotou sequencialmente os sintomas que melhoraram, desapareceram e, ainda, os novos que tenham surgido.
Tenhamos em consideração, que as potências e as tomas devem ser alteradas em função da própria experiência dos pacientes.

Volta então, se necessário, a repetir o procedimento, tendo em consideração o novo quadro clínico, somatório de todos os sintomas, passando a fazer uma 12.ª DScaso a 6 DS já não produza efeito curador – tomando 3 gotas duas vezes por dia, durante um período de cerca de 30 dias.
Repete o procedimento e prepara uma 30.ª DS, da qual toma 2 gotas duas vezes por dia.
Volta a repetir o procedimento, e manipula uma 200 DS, tomando também 2 gotas 2 vezes por dia.

O que aqui ficou explanado, deve ser entendido como mera sugestão de posologia.
Cada paciente responde à acção medicamentosa de forma particular, e tem de ser o próprio – caso não esteja a ser aconselhado por terapeuta -, a avaliar a evolução do tratamento. Assim, se a 6.ª DS, eliminou as queixas, é obviamente desnecessária a preparação de outras potências – o que ocorrerá frequentemente.
Logo que os sintomas mórbidos desapareçam ou melhorem substancialmente, o enfermo começará a espaçar as doses progressivamente.





ALGUMAS POSSIBILIDADES »

- O paciente agrava no geral.

Provavelmente o remédio foi tomado em diluições baixas e com uma frequência muito elevada e não recomendável. Preparamos uma diluição alta, ministrada numa única toma – 20 gotas de uma vez só.
- Agravam os sintomas da doença.Se temos uma agravação aguda e curta, seguida de rápida melhoria o prognóstico é excelente. Deixamos que o medicamento actue ou continue a actuar.
Se à agravação se segue o regresso de antigos sintomas, estamos perante um prognóstico favorável. Deixamos que o remédio produza o seu efeito, e só extinto este, preparamos um novo medicamento com a finalidade de remover os sintomas que retornaram, caso não desapareçam espontaneamente.
Se a agravação é longa mas seguida de lenta melhoria, é possível que estejamos face a um paciente demasiadamente esgotado. Se é longa e o estado geral começa a deteriorar-se, é possível que o paciente seja incurável. Aqui devem ministrar-se baixas diluições, aumentadas gradualmente. Deve preconizar-se um robustecimento do enfermo, nomeadamente com recurso à fitoterapia e terapia vitamínica.

É importante não confundir agravação com as inevitáveis eliminações que podem ocorrer nas doenças crónicas, e que se constituem como mecanismos de defesa do organismo em busca do seu reequilíbrio.



- Melhora o estado geral e local do paciente.A dinamização foi desde logo bem escolhida. Se tem uma doença grave, esta ainda está no seu início.

- Melhoram os sintomas da doença.Numa melhoria rápida seguida por uma agravação, devemos desconfiar da incurabilidade do paciente. Ministram-se espaçadamente baixas diluições, que vamos aumentando lenta e gradualmente.
Na denominada melhoria com reacção tardia – agravação que só surge entre o 15º e o 26º dia –, temos um prognóstico favorável, devendo permitir que o remédio produza o seu efeito curador.

- Surgem novos sintomas.O sintoma é menos grave que o original e segue a direcção da cura homeopática – veja-se a Lei de Hering – estamos perante um bom prognóstico.



- O paciente não agrava nem melhora.Pode haver um abuso de alimentos ou produtos de elevada toxicidade – bebidas alcoólicas, café, chá, drogas, medicamentos alopáticos, tabaco –, que aniquilem ou diminuam significativamente a energia do remédio. Este, devido à existência de uma “barreira” de difícil resolução, que urge debelar, está incapacitado de estimular convenientemente a capacidade de reacção do organismo.
O remédio pode estar a ser mal ministrado. Como já realçámos, deve ser tomado, de modo sublingual, longe das refeições.
Dinamização inapropriada. É de todo fundamental encontrar a dinamização a que cada paciente responde: a maioria é sensível a uma 6.ª DS ou 12.ª DS, enquanto outros necessitam de uma 200 DS ou mais.


Caso os sintomas antigos que retornaram não desapareçam espontaneamente ou quando o paciente deixa de sentir um estado de bem-estar geral, sem forças, manifestando um conjunto de novos sintomas, não estando a beneficiar da dose anterior, há que preparar um novo medicamento.
Ou seja, sempre que subsistam sintomas, ocorra mudança ou surja uma nova doença, devemos aprontar um novo medicamento para combater os novos ou restantes sintomas.

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